quarta-feira, 1 de agosto de 2012

MORTE NA EMPRESA.

Uma empresa estava em situação muito difícil. As vendas iam mal, os trabalhadores estavam desmotivados, os balanços não saíam do vermelho. Era preciso fazer algo para reverter o caos, mas ninguém queria assumir nada. Pelo contrário, o pessoal apenas reclamava de que as coisas andavam ruins e que não havia perspectivas de progresso na empresa. Eles achavam que alguém deveria tomar a iniciativa de reverter aquele processo.

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram, na portaria, um cartaz enorme, no qual estava escrito: Faleceu, ontem, a pessoa que impedia seu crescimento e o da empresa. Está convidado para o velório na quadra de esportes.

No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas, depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava bloqueando o crescimento da empresa. A agitação na quadra de esporte era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam aproximando-se do caixão, a excitação aumentava:

— Quem será que estava atrapalhando meu progresso? Ainda bem que esse infeliz morreu!

Um a um, os funcionários, agitados, aproximavam-se do caixão, olhavam o defunto e engoliam um seco. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e saíam cabisbaixos.

Pois bem! Ocorre que, no visor do caixão, havia um espelho.

Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: você mesmo! É muito fácil culpar os outros pelos problemas, mas já parou para pensar se você mesmo poderia ter feito algo para mudar a situação? É o único responsável por sua vida. Ela lhe foi entregue por Deus e terá de prestar contas do que fez com ela no final da sua existência. Aliás, o que está fazendo com sua vida?
(Esta história é sobre um soldado que estava voltando para casa, depois de ter lutado no Vietnã).

Do hospital militar, ligou para os pais, em São Francisco:

— Mãe, pai, estou retornando, mas lhes peço um grande favor. Tenho um amigo que gostaria de trazer comigo.

— Claro! Adoraríamos conhecê-lo!

— Há algo que precisam saber: ele foi terrivelmente ferido na guerra. Pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. Não tem lugar para ficar e, por isso, quero que venha morar conosco.

— Sinto muito em ouvir isso, filho. Talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar para morar.

— Não, mamãe e papai, quero que ele venha morar conosco.

— Filho, não sabe o que está pedindo. Alguém, com tanta dificuldade, seria um grande fardo para nós. Temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como essa interfira em nosso modo de viver. Deveria voltar para casa e esquecer esse rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por conta própria.

Nesse momento, o filho bateu o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele. Alguns dias depois, no entanto, receberam um telefonema da polícia de São Francisco. O filho havia morrido depois de ter caído de um prédio.

A polícia acreditava em suicídio. Seus pais, angustiados, voaram para São Francisco e foram levados para o necrotério a fim de identificar o corpo do filho. Eles o reconheceram, mas, horrorizados, perceberam que o filho só tinha um braço e uma perna.

Os pais, nesta história, são como muitos de nós. Achamos fácil amar aqueles que são bonitos ou divertidos, mas não gostamos das pessoas que nos incomodam ou nos fazem sentir desconfortáveis.
VOCÊ SABE AMAR?

Estou aprendendo a aceitar as pessoas, mesmo quando elas me desapontam e me ferem com palavras ásperas ou ações impensadas. É preciso aceitá-las como são e não como desejo que sejam!

Mas, para isso, é preciso escutar com os olhos, os ouvidos, a alma e com todos os sentidos. Ouvir o que dizem o coração, os ombros caídos, os olhos, as mãos irrequietas e, ainda, a mensagem que se esconde por entre as palavras corriqueiras e aparentemente superficiais.

Descobrir a angústia disfarçada, a insegurança mascarada, a solidão encoberta. Penetrar no sorriso fingido, na alegria simulada, na imodéstia exagerada. Entender a dor de cada coração.

Aos poucos, felizmente, estou aprendendo a amar, a perdoar, pois o amor perdoa, lança fora as mágoas e apaga as cicatrizes que a incompreensão e a insensibilidade gravaram no coração ferido.

O amor não alimenta mágoas com pensamentos dolorosos, nem cultiva ofensas com lástimas e autocomiseração.

Simplesmente perdoe, esqueça, extingue todos os traços de dor no coração.

Que surpresa agradável vislumbrar o valor que se encontra dentro de cada vida, soterrada pela rejeição, pela falta de compreensão, de carinho, de aceitação e pelas experiências duras vividas ao longo dos anos!

É muito importante ver nas pessoas sua alma e as possibilidades que Deus lhes deu.

Como é difícil amar, como Cristo o fez!

Todavia, mesmo tropeçando, errando, sigo em frente e ponho de lado minhas próprias dores, meus interesses, minha ambição, meu orgulho, tudo em prol daquilo que é fundamental e indispensável em minha vida: AMAR SEMPRE, CUSTE O QUE CUSTAR!

terça-feira, 31 de julho de 2012

UMA HORA DE AMOR.

Um menino, com voz tímida e olhos admirados, pergunta ao pai, quando este retorna do trabalho:
— Papai, quanto o senhor ganha por hora?
— Escuta aqui, meu filho, isso nem sua mãe sabe. Não me amole, estou cansado!
Mas o filho insiste:
— Mas, pai, por favor, diga-me quanto ganha por hora!
A reação do pai foi menos severa e respondeu-lhe:
— Três reais por hora.
— Então, meu pai, poderia emprestar-me um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, retrucou-lhe:
— Então essa era a razão de querer saber quanto ganho? Vá dormir e não me perturbe mais, menino aproveitador!
Já era noite, quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência machucada, foi até o quarto do filho e, em voz baixa, perguntou-lhe:
— Filho, está dormindo?
— Não, papai, respondeu-lhe, sonolento, o garoto.
— Olha, aqui está o dinheiro que me pediu, um real.
— Muito obrigado, pai, disse-lhe o filho, cheio de felicidade, levantando-se e retirando mais dois reais da caixinha que estava sob a cama.
— Agora já completei, meu pai. Tenho três reais. Poderia vender-me uma hora do seu tempo?
POBREZA E RIQUEZA.

Um dia um pai de família rica levou seu filho para viajar pelo interior, com o firme propósito de mostrar-lhe o quanto as pessoas podem ser pobres. Passaram um dia e uma noite no pequeno sítio de uma família muito pobre. Quando retornaram da viagem o pai perguntou ao filho:
 — Como foi a viagem?
 — Muito boa, papai!
 — Viu como as pessoas pobres podem ser?
 — Sim.
 — E o que aprendeu?
 O filho respondeu-lhe:
 — Vi que temos um cachorro em casa; eles têm quatro. Possuímos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim. Temos uma varanda coberta e iluminada com luz; eles têm as estrelas e a lua. Nosso quintal vai até o portão de entrada; eles têm uma floresta inteira.
 Quando o pequeno garoto estava acabando de responder, seu pai, estupefato, ainda ouviu do filho:
 — Obrigado, pai, por me mostrar o quanto somos pobres!

MORAL DA HISTÓRIA: tudo o que temos depende da maneira como olhamos para as coisas. Se tivermos amor, amigos, família, saúde, bom humor e atitudes positivas para com a vida, temos tudo! Se somos pobre de espírito, nada temos!
A CAIXA.

O velho trabalhou a vida inteira. Ao aposentar-se, comprou uma propriedade rural para que o filho a administrasse e resolveu passar o resto de seus dias na varanda da casa principal.
O filho laborou na fazenda durante três anos. Então, começou a ficar com raiva:
— Meu pai não faz nada, comentava com seus amigos. Passa a vida olhando o jardim e me põe a trabalhar como se fosse escravo, para que possa alimentá-lo.
Um dia, resolveu acabar com a situação, que achava injusta. Construiu uma grande caixa de madeira, foi até a varanda e disse ao pai:
— Entre aí.
O pai obedeceu-lhe.
O filho colocou a caixa em seu caminhão e foi até a beira de um precipício. Quando se preparava para jogá-la lá embaixo, escutou a voz do pai:
— Meu filho, pode atirar-me no despenhadeiro, mas guarde a caixa. Está dando o exemplo, e seus filhos, algum dia, vão precisar dela para usá-la com você.
PRIMEIRA LIÇÃO DE VIDA.

Numa época em que um sorvete custava muito menos que hoje, um menino de dez anos entrou numa lanchonete e sentou-se à mesa. Uma garçonete colocou um copo de água na frente dele.
— Quanto custa um sundae?
— 50 centavos.
O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las.
— Bem, quanto custa o sorvete simples?
A essa altura, mais pessoas estavam esperando para ser atendidas e a garçonete começava a perder a paciência.
— 35 centavos, respondeu-lhe, de maneira brusca.
O garoto, mais uma vez, contou as moedas e disse-lhe:
— Vou querer, então, o sorvete simples.
A garçonete trouxe o sorvete simples, colocou-o na mesa e saiu.
O menino acabou de tomar o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu.
Quando a garçonete voltou, começou a chorar, à medida que ia limpando a mesa, pois ali, do lado da taça vazia de sorvete, havia 15 centavos em moedas.